Ela ajudava a cuidar do nosso dinheiro

São Caetano do Sul ainda era um subdistrito de Santo André quando Wany Netto Louzada, moradora do Bairro Santo Antônio, ingressou na carreira pública. A nostálgica escriturária serviu a cidade por 40 anos e ajudou os prefeitos desse período administrarem o dinheiro dos impostos.

“Votei no plebiscito que emancipou São Caetano. Era tudo diferente, não tinha quase nada”, resumiu. Dona Wany nasceu no município de Terra Roxa, interior de São Paulo, e faz questão de destacar o orgulho de ser paulista. De Terra Roxa foi para a região de Presidente Prudente para, em seguida, curtir as praias de Santos, litoral do estado, onde residiu por quatro anos. Mas mesmo tendo residido próximo à Vila Belmiro, o tradicional campo do Santos, garante ter amor por outro clube: “sou são-paulina e casei com um são-paulino”.

Em São Caetano, morou na Rua Santo Antônio por 25 anos. Ao chegar na cidade, conheceu o escritório de Daniel Giardulo, que posteriormente foi nomeado o primeiro diretor da Fazenda do Governo Municipal, na década de 50. Foi com ele que começou a fazer os primeiros registros fiscais em livros, já que havia se formado em curso de contabilidade na Capital.

Dona Wany trabalhou com o primeiro prefeito de São Caetano, Angelo Raphael Pellegrino, ainda quando a sede da prefeitura era na esquina das ruas Baraldi e Rio Grande do Sul, onde atualmente está localizada a Casa do Pão de Queijo.
“O prefeito ficava no andar de cima, ali foi a primeira sede da prefeitura”. 

Galgou com muito trabalho os postos na Administração Municipal, escriturária concursada, foi mulher de confiança para cuidar do dinheiro do município e auxiliou o difícil momento de firmamento de São Caetano, de fato, como cidade. “Os diretores vinham na minha sala. A mesa do Giardulo tinha aquelas pilhas de processo (...) Era muito calor, o sol batia de frente”. 

“Minha seção fazia cheques, e eu conferia todos eles”. Na sequência foi criada a seção de Patrimônio e Dívida Ativa, departamento que comandou até aposentar-se em 1977, na gestão de Raimundo da Cunha Leite, morto no final de abril de 2017. 

Dona Vany representa, sobretudo, o perfil do funcionalismo de São Caetano. Dedicada, preza até hoje o amor pela cidade que ajudou os gestores, através dos tempos, administrar. É resultado também das políticas públicas implantadas ao longo das décadas e que marca São Caetano como uma das cidades mais desenvolvidas do Brasil. Se São Caetano é orgulho do País, Dona Wany é orgulho para todos os sancaetanenses.


No 12º andar de um edifício onde mora, no Bairro Santo Antônio, ela define: “Agora São Caetano é grande”.

Rua Maranhão, 96
Bairro St° Antônio - São Paulo
09541-000 São Caetano do Sul



Tel.:(11) 4228.7888

 

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