Pioneira na Educação

Ser o primeiro, o pioneiro, aquele que deu início a algum projeto ou atividade que resistiram ao tempo e se tornaram referência é, sem dúvida, algo que enche de orgulho qualquer pessoa. Imagina, então, quando ela é precursora numa área fundamental para a população: a educação. Marly Rosa Ferreira Teixeira Coelho viveu essa experiência.

Em 1958, entrou para a história de São Caetano do Sul como a primeira professora de uma escola infantil da cidade, ao lado da colega Isolá Maria Marques Teane. Juntas, organizaram o Parque 1º de Maio, localizado no Centro, ao lado da antiga Prefeitura (hoje Câmara Municipal), e deram início às atividades. O prefeito da época era Oswaldo Samuel Massei.

Começava assim uma longa trajetória de trabalho na Prefeitura de São Caetano do Sul, que durou exatamente 30 anos, com passagens pelas diretorias de Administração, Obras, Educação e Cultura e Assistência Social, e implantação de inúmeros projetos e programas que funcionam até os dias atuais. Marly também participou da Diretoria da ARESM.

A história de vida da funcionária-aposentada começa no interior de São Paulo, onde nasceu. Filha única do casal Antonio e Antonia, mudou-se para São Caetano ainda pequena. Seu pai se instalou na região central da cidade, onde abriu um armazém de “secos e molhados”. Marly estudou nas principais escolas da cidade, até se formar na Faculdade Paulista de Serviço Social e, mais tarde, na Faculdade de Direito da Universidade São Francisco. Ainda criança, estudou piano e harmonia e na adolescência já dava aulas de música. Formou-se professora aos 18 anos e começou lecionar no SESI – Escola de Educação Infantil e no Grupo Escolar Senador Roberto Simonsen.

Seu trabalho na Prefeitura também está relacionado com um dos momentos mais importantes nos desenvolvimento das áreas de educação e assistência social do município. Nos primeiros anos, Marly acompanhou e participou da expansão da rede de pré-escolas (EMEIs), a construção das faculdades IMES, Paulista de Serviço Social e Engenharia Mauá. Ocupou o cargo de assistente e chefe do setor de educação e cultura nas gestões Anacleto Campanella, Walter Braido e Oswaldo Samuel Massei.

Em 1971, foi convidada para organizar o Serviço Social da cidade, cujo trabalho teve início em fevereiro de 1972, coma criação do Departamento de Esportes e Bem Estar Social. Marly foi nomeada diretora de Bem Estar Social. Junto com sua equipe, implantou programas inovadores, como a distribuição de cestas básicas, medicamentos, óculos, aparelhos auditivos, agasalhos e cadeiras de rodas para as famílias carentes. Ainda, deu início ao atendimento e apoio às vítimas de enchentes. Trabalhou ao lado das primeiras damas Dolores Massei, Maria Braido, Celestina Dal’mas e Dulce Cerqueira Leite, com as quais sempre teve ótimo relacionamento profissional e, com algumas delas, de grande amizade.

“Sinto muito orgulho de tudo que fiz. Acho que cumpri o meu papel e dei o meu melhor pela cidade”, diz ela, que afirma guardar apenas boas recordações da época. “Éramos muito amigos, parceiros de verdade. Sinto saudades das conversas, das amizades que fiz, algumas duram até hoje”, conta.
Marly Rosa Ferreira Teixeira Coelho casou-se duas vezes. Teve dois filhos - Cibele e Marcelo (falecido recentemente); e três netos – Paola Felipe e Camila.

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